O Quarto do Felino

“Meme” Maio 31, 2007

Filed under: Geral — Raquel @ 7:47 pm

Há dias o Gustavo deixou-me um meme(1) na sua casa. Tenho andado a pensar no que escrever, não queria nada muito “cliché”, mas também não posso inventar muito tendo em conta a definição de meme. Visto toda a questão à volta dos DRM, da pirataria, e de uma forma geral, da liberdade que se “apregoa” por ai que se tem… “Somos livres, posso fazer o que muito bem me apetecer!” Convém lembrar:

“A nossa liberdade acaba onde começa a liberdade do outro!”

E como dizia Nietzsche, em “Humano, demasiado Humano“, Nenhum Homem Cruel é Cruel na Medi­da em que o Maltratado Julga.

(1) Um “meme” é um “gen ou gene cultural” que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou a teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, linguas sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma.Simplificando: é um comentário, uma frase, uma ideia que rapidamente é propagada pela Web, usualmente por meio de blogues.O neologismo “memes” foi criado por Richard Dawkins dada a sua semelhança fonética com o termo “genes”.

 

Mafalda – Quino Maio 30, 2007

Filed under: Curiosidades — Raquel @ 11:36 pm

Pode parecer estranho mas a banda desenhada que mais me marcou na infância, sim, na minha infância e início da adolescência, foi a Mafalda do Quino! A Mafalda tem 7 anos e vive em Buenos Aires. Ela odeia sopa e o racismo e preocupa-se com a política.
É a obra mais famosa de Quino, publicada entre os anos 1964 e 1973. Editada em tiras nos jornais, Mafalda questionava todos os problemas políticos, de gênero, e até científicos que afligiam sua alma infantil e, ao mesmo tempo, refletia o conflito que as pessoas da época enfrentavam, sobretudo com a progressiva mudança dos costumes e a já incipiente introdução da tecnologia no quotidiano.
A Mafalda não é somente um personagem de quadrinhos; talvez seja o personagem dos anos setenta na sociedade argentina.
Se, ao defini-la, usou-se o adjectivo “contestatária”, não foi por uma questão de uniformização em relação à moda do anticonformismo a qualquer preço: a Mafalda é realmente uma “heroína iracunda que rejeita o mundo assim como ele é […] reivindicando o seu direito de continuar sendo uma menina que não quer se responsabilizar por um universo adulterado pelos pais” (Humberto Eco).

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A trajetória da Mafalda ilustra-se através de três publicações: “Primera Plana”, “El Mundo” e “Siete Días Ilustrados”. Muito antes da despedida oficial da tira, em junho de 1973, Quino, e ninguém além dele, já tinha percebido que o repertório tinha se esgotado e que não podia insistir sem se repetir.

Ainda hoje não me canso de a ler, e “aconselho-a” a quem ainda não a leu, infelizmente não encontro o meu livro de “Toda a Mafalda” 😦 .

 

Biocomputadores Moleculares Maio 25, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 10:47 pm

Nesta nova era cada vez mais se associa a informática à ciência… Pesquisadores das universidades de Princeton e Harvard, ambas nos Estados Unidos, deram um passo crucial rumo à construção de computadores biológicos, minúsculos dispositivos implantáveis que podem monitorar as atividades e o comportamento das células humanas.

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Resolvendo equações de lógica booleana no interior das células, esses autómatos moleculares irão detectar qualquer coisa, da presença de um gene mutante até à actividade dos genes no interior da célula. Os “inputs” dos biocomputadores são o RNA, as proteínas e os compostos químicos encontrados no citoplasma; as moléculas de “saída”, indicadoras da presença de sinais reveladoras de doenças são facilmente reconhecidas com equipamentos básicos de laboratório.
Os cálculos de um biocomputador, embora matematicamente simples, poderão permitir que os pesquisadores construam bio-sensores ou sistemas de aplicação de medicamentos capazes de seleccionar tipos específicos ou grupos de células no corpo humano. Autómatas moleculares poderão permitir aos médicos alvejar apenas células cancerosas ou doentes por meio de uma sofisticada integração dos sinais intracelulares representativos das doenças, sem alterar em nada as células sadias.

O artigo completo aqui.

 

Gatinha Pianista Maio 24, 2007

Filed under: Curiosidades — Raquel @ 8:54 pm

Ora para quem gosta do som do piano e adora gatos, nada melhor que ter um dois em um 🙂 . A gata Nora, de três anos de idade, parece estar a tornar-se numa celebridade…, pelo menos no mundo do Youtube.
Nora começou a tocar quando tinha um ano. O casal dono da gata, Burnell e Alexander, ambos da Philadelphia, nos Estados Unidos, contaram a um jornal australiano que um dia escutaram o som do piano quando não havia mais ninguém na sala.

Dizem um dia ter ouvido o som do piano na sala enquanto dormiam, então levantaram-se e desceram as escadas encontrando Nora perfeitamente sentada a tocar piano com as duas patinhas… Ela ficou a olhar para eles na mesma posição e eles incentivaram-na a continuar a tocar. O casal achou muito engraçado, mas nunca pensariam que aquela “miragem” se iria tornar um hábito.

É no mínimo delicioso o ar da gatinha Nora, satisfeita com as patinhas no piano 🙂 .

 

Centenário do Sanatório Sousa Martins Maio 21, 2007

Filed under: Curiosidades — Raquel @ 8:02 pm

Fez neste sábado 100 anos que o Rei D. Carlos I e a Rainha D. Amélia inauguraram o Sanatório Sousa Martins e o Hospital da Santa Casa da Misericórdia da Guarda.

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As origens do Sanatório Sousa Martins remontam aos finais do século XIX, período em que Portugal começou uma luta organizada e metódica contra a doença da tuberculose. O envolvimento da sociedade científica e médica do pais no estudo da climoterapia surge somente depois da célebre expedição científica à Serra da Estrela organizada pela Sociedade de Geografia de Lisboa em 1881, na qual participaram diversos especialistas de diferentes àreas, destacando-se o médico Sousa Martins. A constatação da excelência do clima de altitude na cura da tuberculose, levou o eminente médico a propagandear os seus efeitos benéficos, no prólogo do livro “Quatro dias na Serra da Estrela”. do jornalista Emygdio Navarro, editado em 1884. Sousa Martins divulga, assim, publicamente e sob o aspecto científico, a especificidade do clima da Serra da Estrela. Mas a acção metódica e concertada na luta contra a tuberculose vai ser protagonizada pela Assistência Nacional aos Tuberculosos, criada em 1899, pelo empenhamento da Rainha D. Amélia, do seu médico D. António de Lencastre e de Sousa Martins.
Nos seis anos que se seguiram, a cidade da Guarda desenvolveu uma intensa actividade médica na luta contra a tuberculose, com o Dr. Lopo de Carvalho à frente. A Guarda foi “invadida” por doentes que, temporariamente, aqui residiam ou mesmo estabeleciam e fixavam residência, praticando assim a chamada cura livre – vivência em clima de montanha, sem acompanhamento médico regular ou outros cuidados.
Nos primeiros meses do ano de 1907 a cidade viveu tempos de expectativa. A 18 de Maio seria inaugurado o Sanatório Sousa Martins, o primeiro Sanatório da Assistência Nacional aos Tuberculosos, cuja cerimónia contará com a presença do Rei D. Carlos I e a Rainha D. Amélia.

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Passados 100 anos recriaram-se os mesmos festejos da época, a chegada dos Reis à estação dos Caminhos de Ferro, dirigindo-se de seguida para a Igreja da Misericórdia onde se realizou um solene Te Deum e posteriormente para o Sanatório Sousa Martins, onde se efectuou a inaguração feita pela Rainha D. Amélia.

Eu estive lá e achei que foi fabuloso, todo o clima vivido pela cidade e a vivência dos tempos de há um século atrás. Estiveram todos muito bem, desde o grupo de Teatro Municipal da Guarda a todos os figurantes que participaram por toda a cidade, criando um clima digno da época. Os festejos cumpriram religiosamente o horário, como não costuma ser habitual nos nossos dias 🙂 , finalizando com a agradável notícia da manutenção da maternidade na Cidade da Guarda e a construção do novo Hospital! Os meus parabéns ao Presidente do Concelho de Administração do Hospital Sousa Martins, Dr. Fernando Girão, que com todo o seu esforço e dedicação muito tem feito pelo Hospital e pela cidade!

(Infelizmente esqueci-me de levar a minha máquina fotográfica, mas prometo ainda arranjar uma imagem que mostre o ambiente vivido nos dias de hoje evocando os dias passados 😉 )

 

Persa Tartaruga Maio 17, 2007

Filed under: Curiosidades — Raquel @ 11:02 pm

Hoje vou falar um pouquinho mais da raça de animais que me deslumbra… Os persas! E porque também tenho relativamente perto de mim uma gatinha linda (quase tão linda quanto os meus pequenos 😉 ) com características que tudo indicam ser Persa Tartaruga, hoje é a eles que dedico um pouco do meu tempo.
O Persa Tartaruga é uma raça constituida quase exclusivamente por fêmeas e tem suscitado divergências por causa da sua difícil reprodução: os criadores americanos não os consideram especialmente problemáticos , ao passo que na Austrália e na Grã-Bretanha a desejada combinação de manchas vermelhas, creme e pretas provou ser mas difícil de obter, sendo os bons espécimes bastante raros.

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Os primeiros registos de gatos persas com marcas tartaruga remontam a finais do século XIX, tendo aparecido nas primeiras exposições felinas na primeira década do século XX. Terão nascido de acasalamentos acidentais entre pretos de pêlo longo e tartarugas de pêlo curto.
TEMPERAMENTO: As fêmeas são meigas, dóceis e sossegadas, com uma reputação de serem mães extremosas.
Como a sua correspondente de pêlo curto, esta raça é carinhosamente chamada de “Tortie” (Tartaruguinha).
A CIÊNCIA DA COR: Reproduzir a bela combinação de cores desta raça é uma tarefa bastante árdua, mas alguns criadores consideram que o acasalamento com Persas Pretos ou Cremes tem mais probabilidades de ser bem sucedido.
Até ao próximo…
(Mais em o Grande Livro do Gato de David Taylor, Civilização Editores)

 

Luz Forte à Noite Provoca Alterações Maio 15, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 10:53 pm

Segundo os resultados de uma investigação feita por especialistas do Brigham and Women’s Hospital e da Faculdade de Medicina de Harvard (Massachusetts), a exposição nocturna a uma luz forte durante 90 minutos, em duas sessões de 45 minutos, prolonga por uma hora o ciclo circadiano humano normal, que dura 24 horas, segundo uma experiência da NASA destinada a preparar astronautas para viver em Marte. Estes resultados poderão também ajudar pessoas que sofrem de perturbações do sono na Terra, uma vez que este ciclo circadiano regula todos os ritmos materiais.
Já não bastava a mutação genética dos “noctívagos”, tinham agora estes que ter também uma alteração no ritmo circadiano! 😀

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A notícia completa aqui.