O Quarto do Felino

Uma lembrança… Julho 27, 2007

Filed under: Geral — Raquel @ 12:33 am

No outro dia uma amiga mostrou-me um excerto de um texto que há muito eu não lia… Mas valeu a pena relembrar! Achei por bem partilhá-lo e reavivá-lo, é lindo! Adequa-se a qualquer tempo.

“(…) – A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

– Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

– É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

– Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.(…)”

in “Le Petit Prince” de Antoine de Saint-Exupery

 

A crise… Julho 23, 2007

Filed under: Geral — Raquel @ 10:45 pm

Hoje de manhã ouvi nas notícias das 8h30 da rádio que os portugueses comem cada vez menos pão! Ora, não me espanta, uma vez que os preços estão cada vez mais altos e a sociedade cada vez mais obesa. A minha admiração veio com a conclusão da notícia: “O presidente da Associação do Comércio e Indústria da Panificação (ACIP), Carlos Alberto, garantiu que «o preço do pão deve voltar a aumentar este ano, entre os 8 a 10%», até porque a crise que se faz sentir no sector é cada vez mais alarmante.” Não sei se percebi bem, mas parece-me que uma vez que se come cada vez menos pão porque a crise é grande, então o melhor é aumentar o preço do pão para ver se se começa a consumir mais??!!! É certo que com o aumento de preço da matéria prima, por consequência, aumenta o preço do produto final, mas não me parece que isso vá resolver o problema do decrescente consumo de pão…
Pelo menos o meu pãozinho de manhã com a chávena de café, não vou dispensar…

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Hoje é o teu dia…, meu amor! Julho 13, 2007

Filed under: Geral — Raquel @ 12:44 am

Hoje é o teu dia…, meu amor! PARABÉNS docinho!, e que daqui a mais 30 continuemos ternos e apaixonados como hoje!!

Presente

Queria neste poema a cor dos teus olhos
e queria em cada verso o som da tua voz:
depois, queria que o poema tivesse a forma
do teu corpo, e que ao contar cada sílaba
os meus dedos encontrassem os teus,
fazendo a soma que acaba no amor. (…)”

Nuno Júdice, (in “O Estado dos campos”)

(K)

 

Olhinhos… Julho 11, 2007

Filed under: Geral — Raquel @ 11:59 pm

A expressão “fazer olhinhos” aplica-se em muitos contextos, mas há uns que passaram nos ecrãs dos nossos cinemas há cerca de 3 anos que eu acho extremamente carinhosos e muito bem sucedidos! Assim como todo o papel do “personagem” no filme 🙂 . Relembrei-os no sítio dos Frozen Cats.
Aqui vão eles:

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Ancestral do Gato Doméstico Julho 10, 2007

Filed under: Curiosidades — Raquel @ 12:03 am

A linhagem dos gatos domésticos foi seguida até um antigo ancestral cujos parentes ainda vivem nos desertos do Oriente Médio hoje em dia. A metamorfose do feroz predador num gentil e dócil gatinho ocorreu há aproximadamente 10 mil anos atrás. Nesta mesma época os humanos adoptaram um estilo de vida agrícola. Portanto os primeiros gatos amigáveis possivelmente agiam como caçadores de ratos para áreas de armazenamento de cereais.

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Stephen O’Brien, geneticista da National Cancer Institute in Maryland (USA), diz: “Pensamos que este foi o início de uma das mais interessantes experiências já feitas em história natural que foi a mudança de selvagem, predador feroz, para uma dócil ratoeira que decidiu mudar sua opinião sobre a humanidade.”

A diferença chave entre ambos é o comportamento. Gatos domésticos vivem em grupos e geralmente não tem medo de humanos. Com uma análise comportamental de um grupo grande e diverso de gatos seria praticamente impossível um grupo internacional de pesquisa voltar-se para a genética.

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Carlos Driscoll do National Cancer Institute e seus colegas analisaram material genético de quase mil gatos, incluindo os domésticos e algumas subespécies selvagens. Eles descobriram que cada grupo dos gatos selvagens eram de subespécies do gato selvagem Felis silvestris . O DNA dos gatos domésticos mostraram-se compatíveis com o de uma subespécie selvagem chamada Felis silvestris lybica, que vive nos desertos remotos de Israel e Arábia Saudita.

Os resultados estão detalhados na versão online da revista científica Science.

Família felina

A linhagem que inclui o gato doméstico e seus parentes selvagens originou-se antes do que se pensava anteriormente, há aproximadamente 139 mil anos atrás. O cientistas especulam que os gatos tomaram, possivelmente, duas rotas diferentes desde o Oriente Médio. Um grupo foi seguido até o Egipto, enquanto o outro viajava da Mesopotâmia à Índia, seguindo para a China e muito depois chegaram ao Japão.

Com relação à data em que os gatos domésticos surgiram, Driscoll diz que não possui dados suficientes para fazer uma estimativa acertada. Para solucionar este quebra-cabeças os cientistas voltam-se para os históricos registos escritos e evidências arqueológicas. Por exemplo, pinturas em tumbas egípcias indicam que há 3.600 anos atrás os gatos domésticos viviam no Egipto, disse Driscoll. E recentemente no Chipre foi descoberto um cemitério onde haviam enterrados um gato e um humano ha´cerca de 9.500 anos atrás.

Um possível grande impulso para a solução deste problema, mencionou O’Brien, será dado quando o sequenciamento do genoma do felino estiver completo.

 

Caminhos Tortuosos que Levam à Sabedoria! Julho 6, 2007

Filed under: Geral — Raquel @ 11:45 am

Foram as ruas e ruelas da Universidade de Coimbra que pisei durante todo o meu percurso Universitário, foi nelas mesmas que torci os meus pesinhos vezes sem fim. 🙂 Hoje voltei lá, as mesmas ruas lá continuam, as pedras irregulares de novo à minha espera … Espero pisá-las por mais um novo percurso. São uns caminhos tortuosos que levam à Sabedoria, …à Sabedoria que procuro há 10 anos!