O Quarto do Felino

Treino Cerebral – Lumosity Junho 4, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 1:20 am

Já foi referido neste quarto (talvez de forma indirecta) que o cérebro necessita de tanto exercício quanto as outras partes do corpo. Pois bem, o cérebro humano inicia o seu processo de degenerescência por vezes tão cedo quanto os 30 anos e o exercício (quase sempre) resolve tudo!
Para ajudar neste processo existe o Lumosity! É um site criado pela Lumos Labs (formada em 2005), que se propõe a apresentar formas de desenvolver as capacidades de raciocínio, memória e concentração.

Segundo a Lumos Labs, os utilizadores sujeitos ao processo presente no Lumosity apresentaram maior rapidez e clareza de pensamento, um aumento da capacidade de memorização, maior capacidade de reacção, melhorias no estado emocional e maior capacidade de concentração do desempenho de variadas tarefas.

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É certo que existem uma série de livros e exercícios para o mesmo fim, mas o que o Lumosity tem de novo, é a aproximação simples a algo que normalmente é verdadeira e absolutamente entediante. O Lumosity conseguiu reunir uma série de exercícios rápidos e engraçados que não são mais do que simples jogos, tornado-se divertido e saudável!

Para começar, mesmo sem serem utilizadores registados, poderão testar o serviço clicando em “Measure My Lumos IQ“. Serão levados a “jogar” uma série de 3 exercícios que centram a sua acção na concentração, memória e rapidez de raciocínio. Se ficarem a gostar têm sempre a oportunidade de efectuar o registo no site e a exploração de um programa mais completo de exercícios. O Lumosity será gratuito durante esta fase beta, por isso aproveitem! 😉

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Biocomputadores Moleculares Maio 25, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 10:47 pm

Nesta nova era cada vez mais se associa a informática à ciência… Pesquisadores das universidades de Princeton e Harvard, ambas nos Estados Unidos, deram um passo crucial rumo à construção de computadores biológicos, minúsculos dispositivos implantáveis que podem monitorar as atividades e o comportamento das células humanas.

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Resolvendo equações de lógica booleana no interior das células, esses autómatos moleculares irão detectar qualquer coisa, da presença de um gene mutante até à actividade dos genes no interior da célula. Os “inputs” dos biocomputadores são o RNA, as proteínas e os compostos químicos encontrados no citoplasma; as moléculas de “saída”, indicadoras da presença de sinais reveladoras de doenças são facilmente reconhecidas com equipamentos básicos de laboratório.
Os cálculos de um biocomputador, embora matematicamente simples, poderão permitir que os pesquisadores construam bio-sensores ou sistemas de aplicação de medicamentos capazes de seleccionar tipos específicos ou grupos de células no corpo humano. Autómatas moleculares poderão permitir aos médicos alvejar apenas células cancerosas ou doentes por meio de uma sofisticada integração dos sinais intracelulares representativos das doenças, sem alterar em nada as células sadias.

O artigo completo aqui.

 

Luz Forte à Noite Provoca Alterações Maio 15, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 10:53 pm

Segundo os resultados de uma investigação feita por especialistas do Brigham and Women’s Hospital e da Faculdade de Medicina de Harvard (Massachusetts), a exposição nocturna a uma luz forte durante 90 minutos, em duas sessões de 45 minutos, prolonga por uma hora o ciclo circadiano humano normal, que dura 24 horas, segundo uma experiência da NASA destinada a preparar astronautas para viver em Marte. Estes resultados poderão também ajudar pessoas que sofrem de perturbações do sono na Terra, uma vez que este ciclo circadiano regula todos os ritmos materiais.
Já não bastava a mutação genética dos “noctívagos”, tinham agora estes que ter também uma alteração no ritmo circadiano! 😀

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A notícia completa aqui.

 

Dormir tarde! Maio 10, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 11:08 pm

Afinal sempre há uma explicação! Por muito cedo que tenha de me levantar, não consigo deitar-me mais cedo para ter as horas de sono recomendadas para uma vida saudável. Eu bem tento, mas o “joão-pestana” não chega, pego num dos meus livros que repousam ao lado da cama e invado-me nessas histórias para relaxar e dormir…, mas muitas vezes acabo o livro e continuo desperta! Infelizmente o despertador não dorme as mesmas horas que eu!
A justificação, como quase sempre, encontra-se na ciência, mais propriamente na genética! Uma equipa internacional de cientistas identificou uma mutação genética que afecta o relógio interno do corpo que pode explicar a razão do porquê algumas pessoas adormecerem quase de madrugada.
A notícia completa econtra-se aqui.

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Kryptonite Abril 24, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 7:16 pm

Foi descoberto numa mina da Sibéria um mineral, segundo os cientistas, em tudo semalhante ao fictício “Kryptonite” do Super-Homem. 🙂
Na história, kryptonite é um material oriundo de Krypton, quando este explodiu e foi destruido. Aparece normalmente como uma pedra verde ou um metal e destrói os poderes do Super-Homem.
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O composto do novo minério é diferente de tudo aquilo que é já conhecido pela ciência. Ao contrário do descrito na ficção, apresenta cor branca, sem brilho e é inócuo, mas os outros aspectos são similares à descrição da Kryptonite (sódio, lítio, hidróxido de silicato de boro).

O mineral será baptizado de Jadarite, parecido com o local onde foi encontrado (Jadar). Os mineralogistas gostariam de chamar-lhe criptonite, mas a descoberta em nada se assemelha a critpon, um elemento real da Tabela Periódica. (in Sol).

 

Doenças neurodegenerativas e células estaminais Abril 17, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 12:59 pm

Fui, há umas semanas atrás, a uma conferência na livraria Almedina sobre “Terapia com células estaminais: que futuro para as doenças neurodegenerativas?” organizado pelo CNC. É um tema de particular importância ao qual dou especial atenção.
O que são células estaminais? As células estaminais são células extraordinárias cujo destino ainda não foi “decidido”. Podem transformar-se em vários tipos de células diferentes, através de um processo denominado “diferenciação”, tendo igualmente a capacidade de se auto-renovar e dividir indefinidamente. Nas fases iniciais do desenvolvimento humano, as células estaminais do embrião “diferenciam-se” em todos os tipos de células existentes no organismo – cérebro, ossos, coração, músculos, pele, etc. No organismo adulto, as células estaminais adultas encontram-se presentes em órgãos como a medula óssea, a pele ou o intestino, que têm um elevado grau de perda celular, requerendo uma substituição constante das suas células. Deste modo, as células estaminais adultas diferenciam-se preferencialmente em células do mesmo tipo do órgão de onde derivam.

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Os cientistas estão entusiasmados com a possibilidade de controlar o espectacular poder natural destas células para curar vários tipos de doenças. Por exemplo, as doenças de Parkinson e Alzheimer resultam de lesões em grupos de determinadas células no cérebro. Ao fazer um transplante das células estaminais de um embrião para a parte do cérebro com lesões, os cientistas esperam substituir o tecido do cérebro que se perdeu.
Num futuro próximo, a investigação das células estaminais poderá revolucionar a forma de tratamento de muitas “doenças mortais” como, por exemplo, acidentes vasculares cerebrais, a diabetes, doenças cardíacas e até mesmo a paralisia.
As atitudes relativamente à utilização de células estaminais embrionárias para fins de investigação e tratamentos médicos variam de país para país. Uma vez que a utilização de embriões é uma questão controversa eticamente, os cientistas em todo o mundo estão à procura de outras fontes de células estaminais.
Ainda há pouco tempo tivemos a controversa questão do aborto no nosso país, o que pensar sobre a utilização de células estaminais embrionárias? Estaremos a retirar células que formariam um embrião, será que isso é uma forma de atentar contra uma vida em crescimento? Esta é mais uma questão que se poderia colocar nesse debate. Facto é que estaríamos a contribuir para salvar milhões de vidas!

As células estaminais encontradas na medula óssea dos adultos são uma possibilidade. Estas células têm o potencial para se “diferenciarem” em diferentes glóbulos vermelhos ao longo do ciclo da vida. Diz-se também que a gordura será uma fonte de células estaminais, o que seria juntar o útil ao agradável :).

No futuro, os cientistas esperam manipular estas células estaminais adultas para que, em vez de produzirem apenas glóbulos vermelhos possam produzir células do cérebro, fígado, coração e células nervosas.

Fala-se em Parkinson e Alzheimer particularmente, mas existem outras doenças como a ELA (esclerose lateral amiotrófica) que também afecta milhões de pessoas, haverá estudos para tratamento a curto prazo? Investigações que estejam a ser feitas nesse sentido?

Pode-se ler mais aqui e aqui.

 

Biologia Celular… Abril 14, 2007

Filed under: Ciência — Raquel @ 4:40 pm

Não podia passar sem aqui deixar a ligação para o livro “The Cell: A molecular approach” online, que está muito bem elaborado. Boa viagem 😉